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O ar

Revista n.º 10 - O ar - 25/07/2008

O ar, a função da comunicação
Como vimos no n.º anterior, a Água é um elemento receptivo, bem como a Terra.
O Fogo e o Ar são os elementos positivos, isto é, afirmativos e representam as bases fundamentais da iniciativa, da assertividade e da comunicação entre todos os seres. No reino humano, o Ar manifesta-se de forma plena na função pensamento, que promove a cooperação e a transmissão de ideias e de conhecimentos. É nesta qualidade que tende a melhorar as condições da vida grupal.

No plano psicológico, o Ar é o mundo das ideias arquetípicas, que se expressam na Arte, na Literatura, na Ciência, etc., e enfatizam as teorias, os modelos e as concepções abstractas. Na terminologia do Yoga é prana ou energia vital. De inclinação racional e objectiva, o Ar propende para a idealização e o pensamento geométrico, desvalorizando as experiências comuns na aleatoridade do quotidiano, podendo em casos extremos, devido à necessidade de submeter tudo a esquemas mentais, levar ao fanatismo ou à excentricidade.
Por outro lado, os Signos do Ar são muito sociáveis. Uma ênfase neste elemento facilita o contacto com todo o tipo de pessoas e, mesmo em discordância de pontos de vista, cria condições de apreciação das ideias do outro. Na trindade de Ar temos os seguintes signos: Balança, cardeal; Aquário, fixo; e Gémeos, mutável.
Os Signos Cardeais, que se caracterizam por acções dirigidas (unidireccionalidade de propósito), geram energia centrífuga.Os Signos Fixos, com a sua tendência centrípeta e para o movimento circular, geram inércia, mas também perseverança e poder de concentração na actividade criativa e no desenvolvimento psicológico ou espiritual.
Os Signos Mutáveis, associados ao movimento espirálico, tendem para a adaptabilidade do princípio da harmonia e do ritmo.

O signo de Balança, visto como começo de Outono, é cardeal e portanto um signo de acção na esfera social e intelectual. Estabelece contacto entre as pessoas para promover acontecimentos no campo das artes, das ciências e da cultura. Balança, que é um signo equinocial (dias e noites de igual duração), observa, compara, escolhe e ajusta-se às condições do ambiente; é o moderador, o árbitro, o conselheiro ou o artista, primando pela elegância e a harmonia nas actividades da sua escolha.
Aquário, que é um signo fixo, por corresponder no ciclo anual ao mês central do Inverno, tende a focalizar as energias do pensamento nos ideais de fraternidade e de reforma social, na Ciência e na promoção da consciência. Quando excessivamente acentuado, de todos os signos de ar, é o que mais facilmente se torna excêntrico ou fanático. A percepção que poderá ter das leis universais, no plano emocional, expressa-se muitas vezes como amor pela humanidade e os demais reinos da natureza.
Gémeos, o signo final da Primavera, é mutável e nesta qualidade faz, através dos media e de todas as formas de comunicação, a divulgação dos pensamentos gerados e concentrados pelos dois signos acima definidos. Estabelece, muitas vezes, uma rede de contactos tão ampla que, por dispersão, pode afastá-lo do essencial.

Em síntese, Balança, ponderada e objectivamente, recolhe, dos diversos contactos, os dados, que o signo de Aquário organiza e sistematiza sob a forma de ciência ou de filosofia, e Gémeos dissemina através dos meios de comunicação.
Especialmente no campo da ciência moderna, existe uma relação estreita entre o Ar e a Terra, dado que tradicionalmente têm os mesmos regentes planetários - Vénus para Balança e Touro, Saturno para Aquário e Capricórnio, e Mercúrio para Gémeos e Virgem. O grupo de Ar representa o lado teórico e o da Terra o lado experimental. Em conjunto simbolizam o pensamento empírico. Quando há desequilíbrio do elemento, podem acontecer duas coisas:- Pouca ênfase em Ar geralmente leva, por um envolvimento excessivo com acções, sentimentos ou preocupações materiais, a uma falta de percepção dos problemas de relacionamento e a dificuldades de reflexão sobre as questões existenciais.- Demasiada acentuação indica uma mente hiperactiva, mas pouco pragmática e dificuldade em lidar com o plano afectivo.

No ideal, as quatro funções psicológicas básicas - pensamento, sentimento, intuição e sensação - deviam ser trabalhadas e, para isso, deveríamos esforçar-nos por eqilibrá-las entre si, porque facilmente a função dominante tende a usurpar o espaço da consciência, especialmente em relação à função oposta, podendo gerar disfunção física ou psicológica.Em relação ao Ar, que está associado à função pensamento, é da máxima importância desenvolver, de maneira consciente, a expressão dos sentimentos, função ligada à Água.
Em relação ao Ar, que está associado à função pensamento, é da máxima importância desenvolver, de maneira consciente, a expressão dos sentimentos, função ligada à Água.

25/07/2008


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Conselhos de saúde do Prof. Carvalho Neto.