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Cálcio

Revista n.º 4 - Falando de Cálcio... 23/10/2008

Nos dias que correm muito se fala do problema da falta de cálcio no nosso organismo, e das suas nefastas consequências, mas muito poucos se preocupam em saber porquê.
E parece-me já estar a ouvir alguns dizer: "Porquê? Temos falta e "pronto". Tomamos uns comprimidinhos e já está. Não precisamos de nos preocupar mais."
E agora quem pergunta sou eu: "Será?"

À uns largos anos atrás, o problema da falta ou não do cálcio estava relacionado com o crescimento saudável das crianças, e por isso esse problema punha-se junto da camada social mais desfavorecida, devido às limitações alimentares. Mas com o decorrer dos tempos o problema foi-se generalizando e começou a afectar cada vez mais, um maior número de pessoas, desde os jovens aos mais idosos.
Muitos dirão, surpreendidos: "Mas agora até nos alimentamos melhor! Temos maior variedade de alimentos, desde os leites e iogurtes, às carnes, frutas, legumes, etc. Como é possível termos problemas com o cálcio se a maioria já é adulta, e portanto já parou com o crescimento?

Pois é, mas apesar de estarmos crescidinhos precisamos de cálcio para uma boa manutenção do nosso esqueleto, que é a estrutura de apoio do nosso organismo, sem ele seríamos uma massa informe. Mas o papel do cálcio não é só este. É também necessário para ajudar na batida cardíaca regular; diminui a tendência para a insónia; ajuda o sistema nervoso, na transmissão dos impulsos nervosos. O problema por vezes não está na quantidade de cálcio ingerido mas sim na dificuldade da sua absorção. E para termos uma boa absorção precisamos de alguns requisitos, por exemplo vitamina D, que é sintetizada pela acção dos raios U.V. do sol na sua acção sobre a nossa pele, (mas atenção não se vão expor ao sol horas a fio, sem qualquer cuidado, com a desculpa da vitamina! Para que isso aconteça é suficiente andar a pé meia hora de manhã e meia hora à tardinha.) e um teor de acidez orgânica baixo, porque a excessiva acidez impede a absorção do cálcio, provocando ainda a sua deficiência, porque as células vão aos ossos buscar cálcio para equilibrarem o nosso pH, ou o equilíbrio ácido-base do nosso organismo.

É claro que as grandes companhias do sector alimentar, resolveram aparentemente o problema adicionando cálcio aos seus produtos. E nós, o público consumidor comodamente acreditamos no seu produto, e descansamos.Mas não o devemos fazer, e como quase todos os problemas nós é que devemos resolvê-lo.
E como? Muito simples para além do cuidado em ingerirmos alimentos ricos em cálcio, por exemplo figos secos, agriões, amêndoas, avelãs, hortaliças, farinhas integrais, espinafres novos e tenros, etc. Já sei, e porque é que eu não menciono o leite e seus derivados?
Não era essa a pergunta que já estava na ponta da língua? Claro, é natural depois de tantos anos a encherem-nos a cabeça com a necessidade de bebermos leite, comermos iogurte e queijos.

Mas, tudo tem o seu lado positivo e negativo, e os lacticínios em geral são altamente ácidos, por isso por um lado são ricos em cálcio, por outro lado são muito ácidos, por isso é melhor diminuirmos o seu consumo. Mas existem outros elementos que impedem a absorção de cálcio, como por exemplo fumar, beber café, bebidas gaseificadas e refrigerantes, comer alimentos enlatados ou congelados.Não é o nosso caminhar pela vida em direcção a idades mais avançadas, que nos vai trazer problemas de falta de cálcio, mas sim a nossa falta de cuidado connosco próprios, que optamos sempre pelo caminho mais fácil e mais cómodo. Se nos facilita tanto a vida os congelados, as conservas porque não aproveitar? Realmente a opção é nossa, mas como tudo na vida, há sempre um preço a pagar.


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Conselhos de saúde do Prof. Carvalho Neto.