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As causas da doença

As causas da doença (Revista nº 9) - 03/11/2008

“É verdade que a medicina hoje em prática poucas coisas contém cuja utilidade seja deveras notável; mas sem qualquer propósito de a desprezar, asseguro que ninguém, nem mesmo os que dela fazem profissão, deixará de reconhecer que tudo o que se sabe é quase nada, em comparação com o que resta saber, e que se poderia eliminar uma infinidade de doenças, tanto do corpo como do espírito, e até, porventura, do debilitamento da velhice, se tivéssemos bastante conhecimento das suas causas, e de todos os remédios que nos forneceu a natureza.” R. Descartes (1596 – 1650)

Neste jornal, no número 5 página 3 e no número 6 página III, suplemento, comecei um esboço, servindo-me de esquemas gráficos, para melhor dar a entender a diferença entre o que podemos considerar a doença e o que é patologia. No século XVII já ouvimos de Descartes o comentário acima indicado. Fala das doenças que se podiam eliminar tanto do corpo como do espírito, se se soubessem as causas. O que falámos nesses números concerne exactamente este aspecto. As Causas da Doença.
Compreendemos que não é fácil explicar. Mas também sabemos que a dificuldade não está na apresentação do assunto, nem tão pouco na incapacidade mental dos leitores, mas apenas nos fracos hábitos de reflexão que ainda não nos habituámos a criar e na coragem que devemos ter para dedicarmos um pouco mais de tempo aos assuntos que realmente devem ter prioridades para nós, como a saúde.

Estes artigos devem merecer reflexão, pois são o resultado de anos de prática e observação cuidadosa sobre muitos casos de doentes sofrendo de doenças crónicas, para as quais a medicina convencional não deu resposta e antes “prognosticou” um tempo limite de vida. Muitos desses casos sobreviveram a esse prognóstico, alguns ainda não se sabe do que vão morrer por serem tão jovens, mas já não tem indícios da tal doença incurável, outros acabaram realmente por morrer, mas de velhice e com qualidade de vida. Porém para se ter qualidade de vida, é necessário fazer reformas. É necessário sentir o apelo interior do retorno à natureza.
Mas, e se a maioria das pessoas vive a pensar que ter qualidade de vida é andar a correr de emprego para emprego, quase sem dormir, fazendo a promessa que nas férias descansa. Bem sabemos que nas férias não descansa. Nas férias opta-se por outro tipo de correria e claro cansam-se mais. Ano após ano, até vir o esgotamento, a depressão, etc ... Mas, se as pessoas não sabem o que é qualidade de vida e entram em esgotamento, a quem recorrem?
A quem lhes pode ensinar como recuperar a qualidade de vida e ultrapassas definitivamente o esgotamento? Claro que não. A esmagadora maioria das pessoas, vítimas delas próprias e do sistema de saúde que aplaudem, entregam-se nas mãos de outras pessoas iguais a elas, que também não fazem ideia do que é qualidade de vida e que não têm ideia dos riscos que correm e fazem correr por não respeitar as leis da natureza. A natureza, o seu corpo está-lhes a pedir descanso.

O que é que o médico lhes dá? “
Pílulas”; antidepressivos, ansiolíticos enfim tudo menos descanso. O que é que estes doentes querem?
Qualquer coisa que os faça esquecer da sua realidade e os deixe continuar a correr de um lado para o outro. O que é que surge em troca?
Mais esgotamentos, cada um seguido de outro pior, até que não há mais drogas possíveis e a pessoa pode acabar por ter de ser internada com algum diagnóstico psiquiátrico terrível ou alguma doença degenerativa do sistema nervoso (Esclerose múltipla, Doença miotrófica progressiva, Parckinson, entre outras), até mesmo cancro, dependendo dos factores de predisposição.

Enfim, para responder a Descartes, se é que ele não o sabia, aqui fica a resposta: A causa de todas as doenças está no nosso lado mais interno, na nossa Alma para uns, Carácter para outros. Quer perceber melhor? Não se esqueça, leia e reflicta sobre aqueles artigos já editados anteriormente e se lhe surgirem dúvidas, o que é sempre um sinal de inteligência, escreva-me.


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Conselhos de saúde do Prof. Carvalho Neto.