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Alimentação saudável

Revista n.º 19 - Alimentação Saudável - 24/07/2008
Para poder subsistir, o ser humano assim como os animais têm que se alimentar, ou seja, a matéria organizada ou viva desdobra constantemente no espaço as suas próprias forças vitais. Quando estas se extinguem, a manifestação biológica denominada Vida Física dá lugar ao que nós chamamos vulgarmente a morte (destruição do corpo físico).
O conjunto das “forças” que resistem ao fenómeno de dissolução espacial esgota-se, pois, sem cessar e, por conseguinte, deve ser renovado quase quotidianamente, por meio de um reforço exógeno de forças idênticas. A substância de restauração deve, pois, ser fisiológica, isto é, viva e conforme às leis do contexto orgânico que a recebe. Noutros termos, deve ter uma certa afinidade com o organismo que a utiliza.
Na falta deste, a dissonância manifesta-se, a energia vital decresce progressivamente e a arquitectura viva orgânico – celular dita organismo deixa-se subjugar pela “floculação”, (doença no estadio celular) e, na última fase, pela decomposição e putrefacção total.
Do que ocorre, podemos desde já, apercebermo-nos de que as potências cosmobiológicas que mantêm o desenvolvimento e o equilíbrio do processo biológico (saúde) contribuem – logicamente e da mesma maneira – a restabelecê-los quando são perturbados (doença). Mas qual é então o elemento misterioso que mantém ou excita a fraca chama luminosa da vida?
- Verdade inegável: é a Alimentação Saudável e essa alimentação, só pode e deve ser o alimento específico e natural.
Única substância vital dotada de “forças bioelectromagnéticas”, o alimento biológico é condensador, transmutador e libertador de vibrações coloidais endocelulares.
Material único e fundamental do edifício, o alimento condiciona cem por cento o estado de saúde.

Portanto, para viver saudavelmente, para evitar cair doente e para se curar basta alimentar o seu próprio corpo (máquina humana) de alimento sólido, líquido e fluído.
Da qualidade do alimento, da maneira de comer e de respirar depende, pois a saúde ou a doença.
“Falso”, exclamarão os inexperientes em ciências da alimentação e mesmo naturais, a alimentação não desempenha nenhum papel essencial nas disfunções da mecânica animal e na etiologia da doença. No entanto, não acudira ao espírito dos que negam a transcendência do alimento inalar, por exemplo, óxido de carbono, dar mazute em guisa de bebida a um camelo, alimentar coelhos com chocolate, ou ainda alimentar um motor a gasolina com ácido sulfúrico.
A verdade salta logo à vista. Seguindo o seu próprio plano de organização fisiológica intrínseca, cada espécie animal (como cada máquina industrial), para funcionar normalmente, sem choque nem prejuízo, tem necessidade de um carburante específico e natural, carburante que ela não pode mudar nem alterar impunemente sem atingir a sua integridade orgânica.
Posso afirmar – sem correr o risco de ser contradito – nós somos aquilo que comemos e que respiramos. Já na antiguidade Hipócrates disse – “diz-me o que comes dir-te-ei a saúde que tens.”Ai de nós!

Os nossos maus hábitos, os vícios prazeres (álcool, café, açúcar e tabaco) aliados a uma alimentação totalmente errada e desnaturada e, muitas vezes, os interesses particulares de alguns, encadeia-nos inexoravelmente a um círculo vicioso.
Temos repugnância em nos desapegarmos da ganga asfixiante e paralisadora da rotina mumificada de uma industrialização absurda, para não dizer assassina.
Encerrado na sua funesta cátedra de ignorância, o ser humano vai, de erro em erro, deteriorando o seu aparelho digestivo, apodrecendo as suas entranhas e arruinando a sua saúde. Mas sempre dizendo, que descobriu um excelente medicamento, capaz de anular todos os horrores alimentares que vem cometendo. Só que esse dito medicamento, sempre contrário ao interesse natural jamais resolvido, o problema da saúde, mas o agravará ainda mais, como o temos vindo a observar, ou seja criando maior doença.
Para mim, naturopata de formação, o que mais me tem chocado ultimamente, e desde o contacto mais de perto, com a formação dos futuros profissionais, é, a forma errada como se vem administrando o ensino da Naturopatia, totalmente destorcido da realidade e pedagogicamente desenquadrado do cariz Naturopático, mas grosseiramente imitador do procedimento alopático, senão mesmo alopatizante nas suas vertentes mais significativas. É, pois, evidente que não se possuindo o carisma naturista e a obediência às suas leis e regras jamais se poderá transmitir a verdade completa, ficaremos assim entre a meia verdade, que, na realidade é pior que a mentira.

O público deveria – de uma vez por todas – compenetrar-se de que a doença não resulta de causas exteriores ao corpo (frio, calor, humidade, micróbios, choques psicológicos, etc.) como o afirma a alopatia e o conceito médico actual. Ela é autógena e engendrada por um motor inicial: a toxemia dos humores e da sobrecarga que provoca, que por sua vez, tem origem na alimentação antifisiobiológica no desacordo entre o ser e o seu paciente.
É inútil procurar uma agulha num palheiro. Os factos são evidentes. Só não vê quem não quer ou a quem não interessa ver. Além disso o remédio “específico” para esta ou para aquela doença é utópico. Qualquer doença que tenha origem num terreno orgânico degradado e corrompido por maus materiais estruturais (produtos sintéticos ou minerais antiespecíficos e desnaturados, ar poluído, etc.) apenas pode ser em geral quando a sua terapêutica é de ordem fisiobiológica (basta unicamente refazer o terreno, reintegrar o ambiente biológico e proporcionar o alimento específico e o ser se normaliza, obtendo ou recuperando a saúde perdida).

As nossas experiências pessoais permitem-nos afirmar que mais de 90% dos doentes poderiam curar-se – se o desejassem verdadeiramente – e outros (aqueles ditos incuráveis), melhorar consideravelmente, apenas por meio de uma “Alimentação Saudável”, método de “dietética biológica” bem orientado.


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Conselhos de saúde do Prof. Carvalho Neto.