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Água... bem te quero

Revista n.º 9 - Água... bem te quero - 22/07/2008

Uma das primeiras palavras que uma criança aprende a dizer é: água.
Este fenómeno representa bem a importância que este elemento possui para a sobrevivência, não só da nossa espécie, como para todas as espécies de seres vivos existentes. A água é importante e essencial para a manutenção e desenvolvimento de um ser e em muitos dos casos torna-se indispensável à reprodução; há por exemplo certas espécies de plantas (algas, fetos, musgos, etc.) que os seus gâmetas masculinos - anterozóides, só se unem aos gâmetas femininos - oosferas, na presença da água. Se a água é a grande fonte da vida, também poderá ser o veículo de numerosas e perigosas doenças.

A preocupação com a chamada "qualidade da água" é claramente crescente, não só pela maior consciência das consequências que um desequilíbrio nesta qualidade pode provocar, mas também pela crescente poluição. Há umas dezenas de anos atrás era natural passar por qualquer fonte e beber um pouco dessa água, agora esse acto torna-se impensável e perigoso.
Na generalidade quando pensamos na qualidade da água, pensamos de uma forma muito restrita e limitada; preocupamo-nos apenas se a água canalizada tem excesso de cloro, de alumínio ou de outro qualquer mineral. Mas a qualidade de água vai muito para além disso, não nos devemos esquecer os lençóis de água, as fontes, os rios, os lagos, os mares, os oceanos ou mesmo a própria chuva.

Os cursos de água podem considerar-se muito poluídos ou mortos por excesso de substâncias químicas ou por um mecanismo que se denomina eutroficação; neste fenómeno há um aumento de matéria orgânica (por exemplo esgotos ou fertilizantes usados na agricultura), este aumento faz com que determinadas algas cresçam anarquicamente e que ocupem toda a superfície da água, impedindo que a luz passe e que as plantas realizem a fotossíntese (mecanismo fisiológico indispensável à sobrevivência das plantas). Sem o fitoplâncton (conjunto de plantas pertencentes a um ecossistema marinho) todos os outros seres acabam por morrer.
Mas há outro factor que normalmente não se tem em consideração como factor de poluição: a temperatura. Os resíduos industriais não são só perigosos devido às suas toxinas, mas devido à sua temperatura. Os peixes e o fitoplâncton têm uma amplitude de temperatura relativamente pequeno, basta um aumento em 1º C ou 2º C para todo o ecossistema ser alterado, muitas vezes de uma forma irreversível. Infelizmente a maioria dos seres que fazem parte de um determinado ecossistema diminuem grandemente, mas existem outras bactérias que pelo contrário com o aumento de temperatura também aumentam o seu número. Este é o caso de uma bactéria altamente resistente a quase todos os processos de desinfecção; esta bactéria chama-se legionella e presentemente está a ser um grave problema em França. As pessoas infectadas por este micro organismo apresentam um quadro clínico variado, mas os sintomas mais comuns é a febre elevada e sintomas semelhantes à gripe.

Há uma famosa música popular portuguesa que diz: "lavar a roupa no rio é bom porque até lava os peixinhos" na realidade o sabão que antigamente se usava (sabão azul e branco) não produzia qualquer efeito nocivo para os cursos de água, isso já não se aplica aos detergentes que se usam actualmente. Os detergentes e outras substâncias, que tenham origem nos chamados combustíveis fósseis são de uma agressão ecológica gigantesca para todo o ecossistema. É do conhecimento comum que estas substâncias são óptimos desengordurantes, mas como a camada externa dos seres vivos é constituída principalmente por lípidos, esta camada acaba por ser dissolvida e desaparecer, pondo é claro a sobrevivência desses indivíduos em causa.

É importante olharmos para a água como o grande representante da vida e o grande indicador de como estamos a tratar a NATUREZA.

Podemos e devemos fazer bem melhor …


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Conselhos de saúde do Prof. Carvalho Neto.