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A Água e a Hidroterapia

Revista n.º 9 - A Água e a Hidroterapia - 22/07/2008

Um aforismo antigo diz: "O homem é um animal de hábitos." É bem verdade. Uma grande maioria de pessoas tem grande dificuldade em beber água, e quando se lhes propõe que despejem uma garrafa de 1 ½ litro de, empalidecem. É-lhes então proposto que comecem com quatro copos de água e vão aumentando gradualmente o número de copos até atingirem uns desejáveis sete copos dia, divididos entre os intervalos das refeições. Para melhorar o efeito desejado com a água, associa-se a esta composições próprias de extractos de plantas medicinais com sabores agradáveis. O resultado é que uns meses depois as pessoas habituam-se, sentem-se melhor e já não passam sem a desejada quantidade de água.

A água é o componente mais abundante no nosso corpo. Cerca de 60% do peso nos homens e 50% do peso nas mulheres é de água, sendo cerca de 55 a 75 % da sua distribuição intracelular e os restantes 25 a 45% extracelular, esta última ainda é dividida pelos espaços intravascular (água plasmática) e extravascular (intersticial). As trocas são constantes entre o interior e exterior da célula, sendo a água o elemento imprescindível para o alimento destas e consequentemente do seu equilíbrio ou desequilíbrio e consequente estado de saúde ou doença dos tecidos, logo dos órgãos, logo das pessoas. Assim começamos a compreender como se torna importante o consumo de água. Devemos no mínimo consumir entre 1 ½ a 2 litros de água por dia pois em geral e consoante a época do ano perdemos mais ou menos; 600 ml na transpiração (pela pele) + 400 ml na expiração (pelo pulmão) + 500 ml pela urina (rins) perfazendo o total de 1 ½ litro.

Mas, há sempre um "mas"
Mas, se a água é tão importante para o equilíbrio do nosso organismo e é certo que devemos aspirar a conseguir beber um pouco mais do que aquela que perdemos, para garantir uma boa limpeza interna através da necessária drenagem de toxinas, o que é que vai acontecer se bebermos uma água imprópria para consumo?
O poder político, quer fazer-nos crer que estamos a beber a melhor água do universo, devidamente tratada, e chegam mesmo ao desplante, de desacreditarem as águas engarrafadas justificando que a água corrente é tratada com todo o rigor e que tem todos os requisitos para poupar a saúde. Só falta dizerem que ganhamos saúde por cada copo que bebermos da dita cuja.

Onde estão os nossos sentidos? Então e o paladar e o olfacto? Esses sentidos que protegem os animais na natureza? Que lhe fizemos? Substituímos os sentidos pelos argumentos intelectuais de quem não sabemos realmente se é idiota, tolo ou corrompido?...
Banhos ou inalações com o medicamento errado
Recomendo-vos que façam a seguinte experiência, se é que não se deram já conta disto: Fechem a porta e janela da vossa casa de banho e tomem duche com a água bem quente. Sintam como o cheiro a cloro inunda a casa de banho. Continuem e repitam a experiência diariamente. Parem quando começarem a sentir a pele seca e quebradiça, urticária, eczema ou os olhos irritados de manhã, com vontade de coçar, ou a tosse, aquele tipo de tosse alérgica que quanto mais se tosse mais vontade se tem de tossir. Parem se começarem a sentir catarros, ou algum tipo de manifestação que não tinham antes. Porém, se já tem alguma destas manifestações, então talvez seja altura de começar a fazer outro tipo de experiência, interromper os seus duches diários, passar a dia sim dia não e depois de dois em dois dias, não receie, não vai cheirar mal, o organismo adapta-se. Claro a estação ideal para esta tentativa é o Inverno, mas no Verão os duches diários não são tão graves porque utilizamos água mais fria e o tempo leva-nos a transpirar mais e portanto a compensar a pele. O cloro inalado ataca as vias respiratórias e em geral todas as mucosas internas. É o mesmo que estar a fazer banhos de vapor ou inalações, só que com o medicamento errado.
Oligoelementos e minerais são essenciais à saúde
A água transporta-nos para o organismo os minerais e Oligoelementos que precisamos. Não só através da água "transparente", mas também a da sopa e dos sumos com as vitaminas. Mas o que acontece à água que é tratada quimicamente como a água da torneira que por vezes sabe a fénico. O cloro e os sais amoniacais entre outros porventura ainda piores, vão entrar em colisão, antagonismo, com os iões e sais saudáveis que a água transporta e vão impedir a absorção e posteriormente a fixação destes no organismo. Acabam por se tornar toxinas desenvolvendo radicais livres que vão originar a doença e sabe-se lá porque formas de degeneração de tecidos serão responsáveis.
Hidroterapia
O nosso país é rico em recursos hídricos e o recurso a termas popularizou-se entre nós constituindo tradição. São imensas as aplicações em hidroterapia e há quem a proponha para tratar ou ajudar em todo o tipo de doenças. Conquistou os mais fervorosos devotos. Só a titulo de exemplo, a saber:
Duches frios, quentes, temperados, alternados. Jorros frios, quentes, alternados. Banho de acento. Banhos de tronco, quentes, frios, alternados, ascendentes, descendentes. Banhos de pés, quentes, frios e alternados. Banhos de pés e mãos, quentes, sudoríficos. Banhos de mar e de rio. Banhos de banheira, gerais, aromáticos, quentes, frios e temperados. Envolturas e compressas, parciais e de corpo inteiro, quentes e frias. Banhos de vapor. Banhos turcos. Banhos escoceses. Saunas. E enfim continuaríamos por aí, enumerando um sem número de recursos. Por outro lado em todas as estâncias termais é habitual a ingestão de copos de água termal e por vezes inalações.
Vamos voltar a este assunto num próximo número e nessa altura conto poder dar-vos referências das estâncias termais existentes no nosso país com as indicações das suas águas. Até lá esteja à vontade, porque não ir experimentar um fim de semana em repouso e recuperação numa delas!


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Conselhos de saúde do Prof. Carvalho Neto.